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Economia

Após disparar com greve dos caminhoneiros, inflação oficial desacelera e fica em 0,33% em julho

Publicado dia 08/08/2018 às 13h22min
Alta no mês foi puxada pelo custo da energia elétrica. No acumulado em 12 meses, IPCA subiu para 4,48%, mas ainda segue dentro da meta central do BC para 2018 (4,5%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,33% em julho, quase 1 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior, quando a taxa disparou 1,26% em meio à alta de preços provocada pela greve dos caminhoneiros, divulgou nesta quarta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

IPCA em julho:

 

  • Taxa no mês: 0,33%
  • Acumulado no ano: 2,94%
  • Acumulado em 12 meses: 4,48%

 

No acumulado em 12 meses, o índice ficou em 4,48%, acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores, mas ainda dentro da meta central do Banco Central, que é de 4,5% para o ano. No acumulado nos 7 primeiros meses do ano, a alta é de 2,94%.

Apesar da desaceleração, o resultado do IPCA veio um pouco acima do esperado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,27% em julho, acumulando em 12 meses avanço de 4,40%.

Inflação oficial mês a mês
Variação mensal dos preços, em %
0,240,240,190,190,160,160,420,420,280,280,440,440,290,290,320,320,090,090,220,220,40,41,261,260,330,33Jul/17Ago/17Set/17Out/17Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abri/18Mai/18Jun/18jul/1800,250,50,7511,251,5
Fonte: IBGE

 

Custo da energia elétrica sobe 5,33% em julho

 

Os preços relacionados à habitação (alta de 1,54%) e transportes (alta de 0,49%) desaceleraram de junho para julho, mas foram os que mais pesaram na inflação de julho. Já o custo da energia elétrica teve alta de 5,33% no mês e foi o que exerceu o principal impacto no índice, respondendo sozinho por 0,20 ponto percentual da variação de 0,33% do IPCA.

Além da continuidade da vigência da bandeira tarifária no patamar 2 da cor vermelha, o mais alto do sistema, foram autorizados reajustes na conta de luz de regiões como São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Curitiba.

 

 

“No ano, a energia elétrica já acumula alta de 13,78% e em 12 meses, de 18,02%”, ressaltou o gerente da pesquisa Fernando Gonçalves.

 

E a tendência continua de alta no preço da energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou na terça-feira que os consumidores irão pagar R$ 1,4 bilhão a mais para cobrir déficit do setor.

No segmento transportes, a alta mensal foi puxada pelos preços das passagens aéreas (44,51%) e do ônibus interestadual (8,7%). Por outro lado, houve queda nos preços dos combustíveis (-1,8%), com deflação nos preços da gasolina (-1,01%) e do etanol (-5,48%), que haviam subido, respectivamente, 5% e 4,22% em junho. O diesel, cujo preço está congelado nas refinarias, recuou 2,39% nas bombas em julho.