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Terreno de clube do RN é leiloado para pagar dívidas com ex-jogadores

Publicado dia 03/08/2018 às 21h35min
Após erro na avaliação do tamanho do local, em Macaíba, lotes do Alecrim voltam a leilão e são arrematados por R$ 1,7 milhão. Maior processo é de Ruy Cabeção: R$192 mil

O Alecrim Futebol Clube teve 15 lotes do seu terreno na cidade de Macaíba, na Grande Natal, leiloados nesta quinta-feira pelo Tribunal Regional de Trabalho da 21ª Região (TRT) por conta de dívidas trabalhistas com ex-jogadores do clube - a maior delas, com o ex-lateral Ruy Cabeção. Os lotes, que ficam próximos ao local onde era a antiga Sede Campestre do clube, foram arrematados por R$ 1,7 milhão - o valor inicial do leilão era de R$ 2 milhões.

 
Ruy Cabeção jogou no Alecrim em 2013 (Foto: Gabriel Peres)Ruy Cabeção jogou no Alecrim em 2013 (Foto: Gabriel Peres)

Ruy Cabeção jogou no Alecrim em 2013 (Foto: Gabriel Peres)

O Alviverde precisou retornar ao pregão, por conta de um erro na avaliação do tamanho do terreno. O edital previa 19 lotes, mas eram apenas 15, o que fez o comprador desistir. Neste primeiro leilão, em maio, o arremate havia sido de R$ 2,7 milhões - um milhão a mais que o atual.

O valor arrecadado com a venda do terreno será usado na quitação das dívidas trabalhistas, que estavam na casa dos R$ 527 mil, segundo a última atualização do processo, em 2016. O presidente do Alecrim FC, Ubirajara Holanda, acredita que hoje o valor ultrapasse o R$ 1 milhão.

A maior dívida do clube é com o ex-lateral-direito Ruy Cabeção, com passagens por Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Grêmio. O jogador atuou no Alviverde em 2013 e receberá R$ 192 mil pelo processo. O volante Elton, ex-Grêmio, tem direito a R$ 180 mil, enquanto o atacante Felipe Moreira, com passagens por ABC e América-RN, vai receber R$ 97 mil.

 
Elton também terá dívida quitada (Foto: Gabriel Peres)Elton também terá dívida quitada (Foto: Gabriel Peres)

Elton também terá dívida quitada (Foto: Gabriel Peres)

Além deles três, outros sete jogadores tem dívidas a receber com o clube. A maioria foi contratada pelo Alecrim entre os anos de 2013 e 2014, na gestão do empresário inglês Anthony Armstrong, que teve sua empresa, patrocinadora do Alecrim, como alvo da Polícia Federal na Operação Godfather para apurar crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, crimes tributários e formação de quadrilha.

Fonte: g1 brasil