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Entenda os novos limites para financiar a casa própria com o FGTS e compare juros

Publicado dia 02/08/2018 às 15h04min
Valor máximo do imóvel que pode ser adquirido com uso do saldo do FGTS vai subir de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão para todo o país. Veja as principais mudanças.

O governo anunciou um pacote de mudanças nas regras de financiamento imobiliário que poderão facilitar a compra da casa própria e estimular o crédito habitacional no país. Entre as medidas, está a elevação para até R$ 1,5 milhão do limite do valor dos imóveis que poderão ser adquiridos por trabalhadores com uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Hoje, o limite do valor do imóvel que pode ser financiado pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH) - que permite usar os recursos do FGTS – é de R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos demais estados, R$ 800 mil. A partir de 2019, será de R$ 1,5 milhão em qualquer lugar do país.

As mudanças entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2019, mas merecem ser observadas desde já por quem está planejando comprar um imóvel. A notícia é positiva, principalmente, para os consumidores interessados em imóveis mais caros, acima de R$ 1 milhão.

 

Maior incentivo para financiamentos

 

O conjunto de mudanças aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) também prevê maior incentivo para os bancos concederem financiamentos de imóveis de até R$ 500 mil.

Um cálculo vai permitir que bancos que fizerem mais contratos até esse valor possam usar uma fatia maior dos recursos da poupança que obrigatoriamente precisam ser direcionados para o crédito imobiliário para outras linhas de empréstimos, que poderão ter juros maiores.

As medidas chegam em um momento de demanda ainda fraca e, segundo o governo, deverão colocar R$ 80 bilhões em novos empréstimos ao longo dos próximos 6 anos.

Veja abaixo as principais mudanças e o comparativo das condições atuais oferecidas pelos bancos:

Mudanças no crédito imobiliário

  Como é hoje Como vai ficar
Valor máximo de imóveis para uso do saldo do FGTS R$ 950 mil em SP, RJ, MG e DF, e de R$ 800 mil nos demais estados Até R$ 1,5 milhão em qualquer lugar do país
Direcionamento de recursos para o crédito imobiliário 65% dos valores depositados nas cadernetas de poupança, e 80% desse total para imóveis em contratos no SFH 65% dos valores depositados nas cadernetas de poupança, mas sem a obrigatoriedade de 80% desse total para imóveis residenciais em contratos no SFH
Imóveis de até R$ 500 mil sem regras diferenciadas dentro do SFH ou incentivos para os bancos Flexibilização das regras de direcionamento incentivará bancos a aumentarem a oferta para financiamentos de imóveis de até R$ 500 mil.
 

 

Mais possíveis compradores

 

As mudanças foram bem recebidas pelo mercado e por analistas do setor.

 

“Quaisquer medidas que facilitem o acesso a imóveis, seja o aumento do crédito, a queda nas taxas de juros ou regras mais amplas para utilizar o FGTS, com certeza fazem com que as pessoas adquiram mais imóveis e, portanto, o mercado se aquece”, afirma o planejador financeiro e diretor da academia Fiduc, Valter Police.

 

Para o diretor executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a mudança permitirá que uma fatia maior de imóveis seja adquirida com o FGTS e aumentará o universo de potenciais compradores.

"Nas grandes cidades houve valorização dos imóveis e com valores de financiamento baixos se tornava difícil fazer a aquisição", destaca. Eles ressaltam, entretanto, que ainda é cedo para avaliar os impactos das medidas no volume de crédito concedido e nas taxas de juros praticadas pelo mercado.

"Teremos que aguardar qual será o montante, mas de qualquer forma é efetivamente uma boa notícia. Sempre lembrando que com mais recursos entrando e maior oferta de crédito, maior será a redução dos juros", avalia Oliveira.

 

Imóveis mais baratos

 

O preço anunciado médio dos imóveis residenciais já caiu 1,31% no primeiro semestre de 2018, segundo a pesquisa FipeZap, em dado que considera a inflação. Segundo o levantamento em 20 locais diferentes, enquanto os valores recuaram 0,1%, a inflação no mesmo período foi de 1,23%.

Em 1 ano, os valores anunciados por quem quer vender uma casa ou apartamento caiu 0,56% (enquanto a inflação no período foi de 2,75%, considerando a inflação esperada para o período de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPC-A).

Preço médio anunciado - imóveis residenciais
em R$
em R$preçosjan/16fev/16mar/16abr/16mai/16jun/16jul/16ago/16set/16out/16nov/16dez/16jan/17fev/17mar/17abr/17mai/17jun/17jul/17ago/17set/17out/17nov/17dez/17jan/18fev/18mar/18abr/18mai/18J

Juros menores no último ano

 

Segundo dados do Banco Central, as taxas de juros médias de mercado para financiamento imobiliário caíram de 13,3% ao ano, em junho de 2017, para 10,1% em junho deste ano. Em dezembro de 2016, estavam em 15,4%.

Nas linhas do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), principal referência do mercado, a taxa média está em torno de 9%.

Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas, e que para conseguir juors mais baixos, o tomador precisa quase sempre aceitar uma série de condições, sobretudo maior relacionamento com a instituição financeira.

O nível e tempo de relacionamento com o banco, valor do imóvel, bem como o perfil e renda do consumidor também costumam influenciar diretamente os juros cobrados pelos bancos.

Além da taxa de juros, devem ser considerados também na hora da escolha do financiamento os seguros obrigatórios, o sistema de amortização utilizado (SAC ou Tabela Price), além do pacote de serviços exigidos pelo banco para garantir a taxa ofertada.

Comparativo de juros para financiamento de imóvel residencial

Fonte:g1 brasil

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