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Jovens feridas em brinquedo dizem que barra de segurança não travou

Publicado dia 27/08/2018 às 13h51min
Elas relataram que tentaram chamar operador, mas ele não as ouviu. Mariane e Tatiele teriam dado as mãos com medo de cair.

uas das quatro adolescentes que se feriram após serem arremessadas do brinquedo Surf em um parque de diversões em Ceres, na região central do estado, disseram às mães que não sentiram a barra de segurança travada depois que o brinquedo começou a funcionar. Segundo relato de Tatiele Carvalho Evangelista e Mariane Oliveira Dias, ambas de 16 anos, elas deram as mãos uma para a outra e sentiram medo.

G1 tentou contato, por telefone, com o responsável pelo parque, mas as ligações feitas entre 20h40 e 21h10 de domingo, e às 5h50 desta segunda-feira (27) não foram atendidas. Uma equipe da TV Anhanguera apurou que, segundo os administradores, o parque possui todos os alvarás de funcionamento, o brinquedo tem um ano de uso e recebe manutenção diária.

“Ela [Tatiele] disse que desde que entrou no brinquedo com a Mariane e mais duas adolescentes a barra desceu, mas não travou. Ela percebeu que não tinha travado. Gritaram que estava solto, mas o operador não escutava. Seguraram na barra e sentiram que estava caindo. Ela disse que pediu para o colega segurar forte na barra para não deixar a barra sair”, contou a empresária e mãe de Tatiele, Tatiane Agnes de Carvalho Evangelista, de 36 anos.

 
 
 
 

Quatro adolescente ficaram feridas ao serem lançadas de brinquedo em parque em Goiás

 

 

O acidente aconteceu na madrugada de domingo (26). A funcionária pública Joana Darc de Oliveira Dias, de 49 anos, e mãe da Mariane, confirmou que, segundo a filha, ela e a amiga já estavam receosas quanto à segurança do brinquedo, desde quando entraram. Elas se apoiaram uma na outra antes do acidente.

“Ela [Mariane] disse que lembra que a colega falou que estava com medo e a Mariane disse que também estava. Ela falou de puxar para o mesmo lado a trava de segurança e ficou segurando na mão da colega. Ela disse que lembra que o brinquedo começou a ir devagar, fez que ia parar, mas começou a ficar muito rápido até que ela desmaiou e quando acordou já estava no chão”, contou.

A estudante Talia Aparecida Pires também se machucou no acidente e está internada com uma perna quebrada e um possível ferimento na coluna. Mãe dela, a advogada Leidiane Pires Rodrigues, de 34 anos, disse que a filha lembra de alguns momentos de tensão.

“Ela disse que foi a primeira a cair. Caiu embaixo do brinquedo e sentiu que um rapaz arrastou ela para o brinquedo não bater nela na volta. Depois ela disse que viu mais uma menina caindo e depois só lembra de estar sendo socorrida”, contou.

 
Isabela do Amaral Vieira, de 16 anos, que está internada no Huana após acidente (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)Isabela do Amaral Vieira, de 16 anos, que está internada no Huana após acidente (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Isabela do Amaral Vieira, de 16 anos, que está internada no Huana após acidente (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

 

 

Já Isabela do Amaral Vieira, de 16 anos, que também se feriu no acidente, bateu a cabeça e teve um dos rins removido em cirurgia por causa de uma hemorragia interna. Mãe dela, a dona de casa Maria Aparecida de Amaral Vieira, 46 anos, disse que o filho dela viu a irmã ser arremessada por último pelo brinquedo.

“Ele disse que estava sentado no banco olhando ela. Quando pensa que não, só ouviu um estalo. Ele olhou e viu as meninas voando e ela foi a última a ser arremessada, até que o brinquedo passou por cima dela. Em seguida desligaram a máquina”, contou.

 

Acidente e investigação

 

O Corpo de Bombeiros informou que, segundo testemunhas, a máquina começou a aumentar a velocidade, as travas de segurança abriram e as meninas foram arremessadas.

O delegado que estava de plantão na cidade no domingo, Fabio Mendanha Castilho, disse que o responsável pelo parque e o operador do brinquedo se apresentaram prontamente à Polícia Militar logo após o acidente. Eles foram conduzidos para a delegacia da cidade e tiveram os dados registrados para colhimento de depoimentos detalhados.

Fonte: g1 brasil

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