Plantão
Políciais

Vereadores são alvos de operação que investiga desvio de R$ 7 milhões da Prefeitura de Palmas

Publicado dia 03/08/2018 às 13h38min
A Polícia Civil está cumprindo 26 mandados de prisão temporária e 33 de busca e apreensão. Dinheiro foi desviado de programas sociais para financiar campanha eleitoral, diz a investigação.

Três vereadores de Palmas são alvos de mandados de prisão da 2ª fase da Operação Jogo Limpo, que investiga desvio de R$ 7 milhões da prefeitura da capital. São eles: o presidente da Câmara Municipal, José do Lago Folha (PSD), Major Negreiros (PSB) e Rogério Freitas (PMDB). Deflagrada na manhã desta sexta-feira (3), a ação da Polícia Civil cumpre ao todo 26 mandados de prisão temporária e 31 de busca e apreensão.

Até as 9h30, 19 pessoas haviam sido presas, mas os nomes não foram informados. A prisão temporária tem prazo de cinco dias, que pode ser prorrogado.

A Câmara de Palmas informou que o presidente da Casa cumpre agenda política em Araguaína e está a caminho de Palmas para prestar os esclarecimentos necessários à Polícia Civil. O chefe de gabinete do major Negreiros informou que ele está viajando com a família para o Chile e ainda não tomou conhecimento da operação.

A Prefeitura de Palmas informou que está à disposição da Justiça e da investigação para contribuir com qualquer esclarecimento.

G1 busca contato com a defesa do vereador Rogério Freitas.

 
Três vereadores são alvos da operação Jogo Limpo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Três vereadores são alvos da operação Jogo Limpo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Três vereadores são alvos da operação Jogo Limpo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

 

Investigações

 

A polícia apura o desvio de R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital.

 

As investigações apontam que o dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais em 2014. A verba seria destinada para projetos sociais e de incentivo ao esporte.

De acordo com a Polícia Civil, empresas fantasmas emitiam notas fiscais frias para justificar despesas e serviços na prestação de contas dos convênios. Esses serviços nunca chegaram a ser realizados, segundo a apuração. Os valores recebidos eram desviados para servidores públicos, presidentes de entidades, empresários e agentes políticos.

 

2ª fase da operação

 

Nesta sexta, a Polícia Civil informou que os alvos dos mandados contra empresários, servidores públicos e políticos.

As prisões e buscas estão sendo realizadas em Palmas, Goiânia, Fortaleza do Tabocão e Aparecida do Rio Negro. Equipes também estão na Câmara Municipal de Palmas nesta manhã para fazer buscas.

A operação é feita pela Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública e conta com o apoio de 40 delegados e mais de 110 policiais civis.

 

1ª fase da operação

 

A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiroO crime era praticado por meio de entidades sem fins lucrativos e empresas fantasmas, conforme as investigações. Ao todo, 10 federações e organizações não governamentais (ONG) podem estar envolvidas, além de quatro empresas.

Na época, os policiais cumpriram 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em Palmas e em mais quatro cidades do Tocantins: Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

 
Policiais fazem buscas dentro da Câmara Municipal de Palmas (Foto: Wherbert Araújo/SSP)Policiais fazem buscas dentro da Câmara Municipal de Palmas (Foto: Wherbert Araújo/SSP)

Policiais fazem buscas dentro da Câmara Municipal de Palma

Fonte: g1 brasil