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MP denuncia 5 PMs no caso da morte do menino Ítalo, em São Paulo, em 2016

Publicado dia 29/08/2018 às 14h08min
Promotor acusa 2 PMs diretamente por homicídio e fraude processual juntamente com outros 3 agentes. Garoto de 10 anos foi morto com tiro na cabeça durante perseguição após furtar carro.

O Ministério Público (MP) de São Paulo ofereceu denúncia nesta quarta-feira (29) à Justiça contra cinco policiais militares no caso do menino Ítalo, morto com um tiro na cabeça aos 10 anos de idade durante perseguição policial após ter furtado um carro com um amigo de 11. O crime ocorreu em 2 de junho de 2016, na região do Morumbi, área nobre da Zona Sul da capital paulista.

A Promotoria acusa dois agentes da Polícia Militar (PM) diretamente pela morte de Ítalo Ferreira de Jesus de Siqueira e por terem alterado a cena do crime e simulado um suposto confronto juntamente com mais três PMs.

O promotor Fernando César Bolque acusou os policiais Otávio de Marqui e Israel Renan Ribeiro da Silva por homicídio, e Daniel Guedes Rodrigues, Lincolnl Alves e o soldado identificado apenas como Adriano por fraude processual. O MP também acusou Otávio e Israel pela fraude.

G1 não conseguiu localizar os advogados dos agentes da Polícia Militar (PM) para comentarem a denúncia.

Durante as investigações da Polícia Civil, os agentes disseram ter atirado para se defender após terem visto um clarão dentro do carro assim que ele bateu. Nesse instante, os PMs Otávio e Israel atiraram. Segundo eles, Ítalo estava armado. Mas, de acordo com o promotor, laudo pericial não apontou ter ocorrido disparo de dentro do carro para fora.

A bala que atingiu Ítalo, por sua vez, partiu da arma de Otávio, mas, para a Promotoria, Israel também contribuiu para a morte do menino. "Bem como prestar auxílio moral ao denunciado Otávio Marqui, na medida em que sua presença ostensiva, instigou-o à conduta delituosa acima mencionada", escreveu o promotor Bolque na denúncia.

Os demais PMs, em companhia dos agentes que dispararam, também foram acusados de retirar a suposta arma que estaria com Ítalo, um revólver calibre 38, e de disparar com ela para induzir a investigação e a Justiça a erro de que teria ocorrido uma troca de tiros.

 

Segundo a acusação, testemunhas contaram ter ouvido apenas dois tiros, e não mais, como disseram os agentes. Câmeras de

"O crime foi praticado também com violação do dever inerente ao cargo de policial militar (...), em afronta à (resolução da Secretaria da Segurança Pública), que dispõe acerca do Procedimento Operacional Padrão da Polícia Militar de São Paulo", escreveu o promotor no documento.

Cabe agora a um juiz ou juíza decidir se recebe ou não a denúncia contra os cinco policiais. Se a acusação for aceita, os agentes passam a ser considerados réus no processo. Posteriormente, os acusados serão ouvidos novamente e a Justiça poderá julgá-los.

Fonte: g1 brasil
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