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Polícia tenta entender como Romarinho virou assaltante famoso

Publicado dia 25/10/2018 às 10h53min
Investigação aponta que quadrilha integrada por ex-servidor da Prefeitura de Campina Grande era liderada por Livaci Muniz, o Galeguinho

Após um ano investigando Romarinho, a Polícia paraibana acredita que ele faz parte de um grupo de ataque estratégico, que ajuda a financiar  outras ações do seu grupo com o dinheiro roubado dos bancos: “Ele faz parte de um grupo com atuação no Brasil todo. Parte das munições vem da Rússia, da Romênia, dos Estados Unidos. As armas vieram do Paraguai, nos Estados Unidos, da Argentina. Por conta da origem desse material, dá pra dizer que a atuação não é apenas local. No Nordeste, Romário e os comparsas comandavam as ações a banco”, detalha a delegada Karina Torres, titular da delegacia que investiga a fuga do PB01.

 

Preso novamente, desta vez no início de agosto, após um ataque sem sucesso a um carro-forte em uma rodovia federal que corta a cidade de Cruz do Espirito Santo, Romarinho foi enviado com outros três comparsas à única unidade carcerária de segurança máxima do estado. Mas vem do secretário de Segurança Pública da Paraíba, Cláudio Lima, o mais surpreendente questionamento sobre a blindagem da PB01 a ataques externos: “Às vezes, essa classificação (de presídio de segurança máxima) é invenção. Não sei como foi o critério que usaram lá atrás para fazer essa classificação”.

Cautelosa, a cúpula da polícia paraibana não acredita que Romarinho seja um manda-chuva do crime: “Ele é de alta periculosidade, mas talvez eu não acredite que ele seja esse líder que falam”, suspeita o delegado Victor Melo, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande, que investiga o assaltante há cerca de um ano. “A gente não pode ser irresponsável em dizer que ele é chefe de tudo isso. A verdade é que ninguém sabe se ele exerce ou não esse papel”, admite, com desconcertante sinceridade, o secretário Cláudio Lima.

Livaci Muniz da Silva, conhecido por Galeguinho, é o preso que motivou o ataque ao PB1. Foto: Divulgação

Livaci Muniz da Silva, conhecido por Galeguinho, é o preso que motivou o ataque ao PB1. Ele seria o chefe de Romarinho. Foto: Divulgação

Para a Polícia, o topo da hierarquia da organização de Romarinho é ocupado por Livaci Muniz da Silva, 34 anos, conhecido como Galeguinho, que estava trancafiado em uma cela isolada durante operação de resgate dos presos na PB01. Por essa razão, acredita-se que ele não conseguiu fugir com os comparsas.

Temendo uma nova investida, o comando do sistema penitenciário paraibano despachou o problema para bem longe. No dia 19 de setembro, pouco mais de uma semana após a ação traumática do PB01, Galeguinho foi transferido para a Penitenciária Romeu Gonçalves Abrantes, em Porto Velho, Rondônia.

Karina Torres, delegada reservada e de poucas palavras, prefere mirar no aspecto social para detectar a notoriedade do rapaz criado no meio político de Campina Grande: “Talvez, pode ser uma pessoa de classe média, de ter a oportunidade de ter outro destino, é que Romarinho alcançou essa condição”.

Mais de 40 dias após a fuga cinematográfica em João Pessoa, o assaltante continua solto, o que só faz crescer a onda de especulações e versões sobre seu paradeiro. Na condição de chefe e principal porta-voz da segurança da Paraíba, um escaldado Claudio Lima tentar prever o próximo destino de Romarinho com um otimismo contido: “A gente tem certeza que ele vai ser preso. Só não sei quando”.

Fonte: WRB NOTICIAS
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